A eletroacupuntura é utilizada para potencializar os efeitos da acupuntura feita com as agulhas. Possui uma ação analgésica mais rápida, em torno de 10 a 20 minutos. Possui a vantagem de as agulhas permanecerem estavelmente inseridas acopladas aos eletrodos e portanto, indolor para o paciente. Utiliza na maioria das vezes menor números de agulhas para produzir analgesia. Pode promover tanto analgesia quanto anestesia, enquanto que a estimulação mecânica das agulhas promovem apenas analgesia.
Um dos mecanismos mais importantes da analgesia mediada pela eletroacupuntura é a aceleração na liberação de peptídeos opiáceos no sistema nervoso central que interagem com receptores opiáceos na indução de um efeito anti-nociceptivo. O principal achado foi o de que a eletroacupuntura de 2Hz deflagra a liberação de encefalinas e de beta endorfina do cérebro e na medula espinhal, que interagem nos receptores opiáceos ?s e d no sistema nervoso central, enquanto que a estimulação de 100Hz seletivamente aumenta a liberação de dinorfina na medula espinhal para interagir com os receptores opiáceos k no corono posterior da medula espinhal (HAN; WANG;1992). Este fenômeno originalmente demonstrado em ratos e coelhos também foi evidenciado em humanos (HAN et al., 1991). Novos estudos revelam que quando baixas (2Hz) e altas (100Hz) freqüências são utilizadas consecutivamente com duração de 3 segundos, então todos os três tipos de peptídeos opiáceos (encefalinas, endorfinas e dinorfinas) podem ser liberadas simultaneamente. A interação sinergística entre esses três peptídeos opiáceos endógenos produz um efeito analgésico mais potente (CHEN; HAN, 1992 e CHEN et al., 1994). Estudos recentes revelam que a estimulação de 2 e 100 Hz utilizam diferentes vias nervosas para mediação do seu efeito analgésico (GUO et al., 1996 a; 1996 b; HAN; WANG 1992).